INSTALAÇÃO

Castelo de cartas | Ocupação Sonia Guggisberg

Abertura

21.10, das 17h às 21h

Visitação

De 21 de outubro a 15 de novembro de 2026

Horário

Terças a sábados, das 11h às 19h; domingos e feriados, das 12h às 18h

Local

Paço das Artes
Rua Albuquerque Lins, 1345 – Higienópolis

Ingresso

Gratuito

Os rearranjos da metrópole investigados em diferentes camadas e contextos urbanos. Assim se apresentam as séries dos trabalhos audiovisuais desenvolvidos por Sonia Guggisberg – agora reunidos na instalação Castelo de cartas, no Paço das Artes, e no livro Testemunhos de subsolo, que a artista lança no dia da abertura da ocupação. 

Sonia Guggisberg desenvolve sua pesquisa embaralhando as fronteiras da arte contemporânea e do documentário em videoarte para apontar os colapsos das questões atuais, seja no espaço da cidade, seja em ambientes naturais, ambos sempre violentados pelo ser humano. 

Sobre a instalação “Castelo de cartas” 

Pensando as obras como atuais testemunhos das cidades de São Paulo e de sua história, Sonia Guggisberg apresenta trabalhos sobre o redesenhar da cidade em suas várias camadas. Na videoinstalação multitelas Castelo de cartas (2014), a artista investiga a cidade como um território de fluxos interrompidos, sobreposições e apagamentos. As fissuras do espaço urbano se mostram revelando camadas invisíveis de memórias e histórias soterradas. Ao mesmo tempo que expõe a fragilidade de infraestruturas invisibilizadas, aponta para a vulnerabilidade de cidadãos que compartilham esses espaços. A cidade torna-se um campo de disputa, de desmanches e reconstruções, ao mesmo tempo que abre espaços para outras propostas. No entanto, é na fusão dessas costuras e camadas que a cidade permite mostrar sua própria condição de urbanidade. 

Sobre o livro “Testemunhos de subsolo” 

O livro Testemunhos de subsolo devolve a cidade parte de sua história ocultada. Construído a partir de um repertório de depoi­mentos de pessoas envolvidas na história política de São Paulo, a publicação apresenta a história do projeto Nova Paulista, de Nadir Mezerani, e uma proposta de reconstrução. A obra, abaixo da Avenida Paulista, foi iniciada nos anos 1970 e interrompida em 1973. Neste trabalho, Sonia Guggisberg procura mostrar que narrativas enterradas nunca terminam, mesmo quando relegadas à invisibilidade. Com depoimentos de Boris Casoy (porta voz do prefeito da cidade na época), do arquiteto Nadir Mezerani (que redesenhou o projeto em 2011), do urbanista Celso Franco, entre outros, o livro também traz textos e reflexões do antropólogo francês Jacques Leenhardt, que escreveu: “a ideia de urbanismo subterrâneo permaneceu suspensa entre a utopia e o nada, como um poço obscuro do qual, quarenta anos mais tarde, a verdade ainda tem que ser descoberta.” 

Sobre a artista 

Guggisberg é doutora e comunicação e semiótica pela PUC-SP, com pós-doutorado pela USP e vem participando de mostras individuais e coletivas, além de palestras e workshops no Brasil e no exterior desde a década de 1990. 

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