
Data
09 de maio, sábado, a partir das 15h
Local
Paço das Artes
Ingresso
Gratuito
Classificação
Livre
O Paço das Artes realiza mais uma edição do Performa Paço, projeto criado em 2011 dedicado a performances artísticas de diversas naturezas. Esta edição contará com performances do coletivo indígena Tikuna Maguta, com participação do artista Daniel Lima e do diretor musical Daniel Oliva, às 15h; e a palestra performance “Som da Maloka”, de Raphael Escobar, às 17h.
No mesmo dia, o Paço das Artes promove o lançamento catálogo da exposição de arte sonora “Escuta Aqui!”, que segue em cartaz na instituição até o dia 10 de maio, domingo.
15h | Daniel Lima + Coletivo Tikuna Maguta
1h
Com protagonismo do grupo indígena Tikuna Maguta, a atividade integra a programação pública do Paço das Artes no contexto da exposição “ESCUTA AQUI” e propõe um encontro entre arte imersiva, performance e saberes indígenas contemporâneos. O evento contará com a participação do artista Daniel Lima, proponente da obra, que conduzirá a apresentação e a discussão sobre o processo de criação do game e a transformação da música em vídeo instalação. Também contará com a presença do diretor musical Daniel Oliva, que apresentará os temas principais do game e o processo de produção musical desenvolvido em colaboração com o grupo Tikuna Maguta. A atividade terá início com a performance de duas músicas do grupo, seguida por uma roda de conversa que abordará a criação da obra imersiva e os processos de composição e desenvolvimento sonoro para o
game de realidade virtual.
Daniel Lima
Daniel Lima é artista, curador, editor e pesquisador. Bacharel em Artes Plásticas
pela USP, Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP e Doutor em Meios e
Processos Audiovisuais pela USP. Desde 2001, cria investigações-ações em
pesquisas relacionadas à mídia, questões raciais, resistências coletivas, presente
colonial e análises geopolíticas. Membro fundador de diversos coletivos, entre eles,
a Frente 3 de Fevereiro com trabalhos desenvolvidos em várias cidades do mundo.
Recebeu diversos prêmios nas áreas de Artes Visuais, Cinema e Estudos Sociais –
recentemente reconhecido com o 64º Prêmio Jabuti (2022) como editor na categoria
4/4
“Artes”. Participou de diversas exposições, festivais e seminários nacionais e
internacionais. Atualmente desenvolve, entre outros projetos, games sobre contexto
social e político contemporâneo. Dirige a produtora, editora e estúdio de games,
Invisíveis Produções.
Tikuna Maguta
Grupo composto pelos acadêmicos Indígenas do Povo Tikuna.
Ana Mowatcha Faria Guerreiro, Clay Wang, Cosmo Santana, Elivany Macario
Avelino, Franckson Mendes Bastos, Jorginey Macario Avelino, Lucas, Nayara,
Coelho Félix, Ninrodia dos Santos Olisio, Mowacha e Thelma Ataíde.
Daniel Oliva
Daniel Oliva é guitarrista, violonista, arranjador e compositor com sólida formação
musical, incluindo estudos com grandes nomes brasileiros como Pollaco, Mozart
Mello e Fernando Correa, além da Berklee College of Music, em Boston (EUA). Ao
longo da carreira, já dividiu palco e gravou com artistas renomados de diversos
estilos, entre eles Toninho Horta, Seu Jorge, Andreas Kisser (Sepultura), Curumin,
Céu e muitos outros. Em 2014, lançou seu primeiro álbum autoral, Solar, que reúne
músicas instrumentais e canções, apresentando o trabalho em importantes espaços
culturais e festivais, como SESC Pompéia, Gourmet Jazz Festival e Ilha do Mel Jazz
Festival, além de cidades como Curitiba e Rio de Janeiro. Atualmente, está em fase
de pré-produção do seu segundo disco, em parceria com o produtor e violonista
Swami Jr., buscando expandir ainda mais sua linguagem musical
17h | Raphael Escobar
O SOM DA MALOKA
Palestra performance
40 min
Som da Maloka é uma peça de áudio e documentário criada por Raphael Escobar em colaboração com Mc Kawex, Denis Alberto, MC Meia Noite, Pagode na Lata e Blocolândia, apresentada no Inhotim como conferência-performance.
O objetivo do Som da Maloka é contar a história cultural e musical da Cracolândia de São Paulo e apresentar algumas das forças e resistências que surgem dali. O projeto cria uma contranarrativa sobre o território, utilizando gravações de músicas compostas por pessoas que o frequentam e fazem parte de coletivos ou projetos culturais da região.
Raphael Escobar
São Paulo, SP, 1987
É formado em artes visuais e pós-graduando em estudos brasileiros: sociedade, educação e cultura. Desde 2008 atua com educação não formal em contextos de vulnerabilidade social ou de disputas políticas, como Fundação CASA, Cracolândia e Albergues. Também ajudou a fundar diversos coletivos e movimentos sociais na região da Cracolândia como ativista. Sua pesquisa é pautada pelas relações de classe, pretendendo dissolver uma lógica moral da sociedade em relação aos moradores em situação de rua, usuários de droga e grupos periféricos. Desse modo, usa das instituições e do seu trabalho como ferramentas de fomento e educação, mediando os espaços de dentro e fora do circuito.


