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Performa Paço 2026 | Primeira Edição 

Data

09 de maio, sábado, a partir das 15h

Local

Paço das Artes

Ingresso

Gratuito

Classificação

Livre

O Paço das Artes realiza mais uma edição do Performa Paço, projeto criado em 2011 dedicado a performances artísticas de diversas naturezas. Esta edição contará com performances do coletivo indígena Tikuna Maguta, com participação do artista Daniel Lima e do diretor musical Daniel Oliva, às 15h; e a palestra performance “Som da Maloka”, de Raphael Escobar, às 17h.

No mesmo dia, o Paço das Artes promove o lançamento catálogo da exposição de arte sonora “Escuta Aqui!”, que segue em cartaz na instituição até o dia 10 de maio, domingo.

15h | Daniel Lima + Coletivo Tikuna Maguta 

1h 

Com protagonismo do grupo indígena Tikuna Maguta, a atividade integra a programação pública do Paço das Artes no contexto da exposição “ESCUTA AQUI” e propõe um encontro entre arte imersiva, performance e saberes indígenas contemporâneos. O evento contará com a participação do artista Daniel Lima, proponente da obra, que conduzirá a apresentação e a discussão sobre o processo de criação do game e a transformação da música em vídeo instalação. Também contará com a presença do diretor musical Daniel Oliva, que apresentará os temas principais do game e o processo de produção musical desenvolvido em colaboração com o grupo Tikuna Maguta. A atividade terá início com a performance de duas músicas do grupo, seguida por uma roda de conversa que abordará a criação da obra imersiva e os processos de composição e desenvolvimento sonoro para o 

game de realidade virtual. 
 
Daniel Lima 

Daniel Lima é artista, curador, editor e pesquisador. Bacharel em Artes Plásticas 

pela USP, Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP e Doutor em Meios e 

Processos Audiovisuais pela USP. Desde 2001, cria investigações-ações em 

pesquisas relacionadas à mídia, questões raciais, resistências coletivas, presente 

colonial e análises geopolíticas. Membro fundador de diversos coletivos, entre eles, 

a Frente 3 de Fevereiro com trabalhos desenvolvidos em várias cidades do mundo. 

Recebeu diversos prêmios nas áreas de Artes Visuais, Cinema e Estudos Sociais – 

recentemente reconhecido com o 64º Prêmio Jabuti (2022) como editor na categoria 

4/4 

“Artes”. Participou de diversas exposições, festivais e seminários nacionais e 

internacionais. Atualmente desenvolve, entre outros projetos, games sobre contexto 

social e político contemporâneo. Dirige a produtora, editora e estúdio de games, 

Invisíveis Produções. 
 

Tikuna Maguta 

Grupo composto pelos acadêmicos Indígenas do Povo Tikuna. 

Ana Mowatcha Faria Guerreiro, Clay Wang, Cosmo Santana, Elivany Macario 

Avelino, Franckson Mendes Bastos, Jorginey Macario Avelino, Lucas, Nayara, 

Coelho Félix, Ninrodia dos Santos Olisio, Mowacha e Thelma Ataíde. 

 
Daniel Oliva 

Daniel Oliva é guitarrista, violonista, arranjador e compositor com sólida formação 

musical, incluindo estudos com grandes nomes brasileiros como Pollaco, Mozart 

Mello e Fernando Correa, além da Berklee College of Music, em Boston (EUA). Ao 

longo da carreira, já dividiu palco e gravou com artistas renomados de diversos 

estilos, entre eles Toninho Horta, Seu Jorge, Andreas Kisser (Sepultura), Curumin, 

Céu e muitos outros. Em 2014, lançou seu primeiro álbum autoral, Solar, que reúne 

músicas instrumentais e canções, apresentando o trabalho em importantes espaços 

culturais e festivais, como SESC Pompéia, Gourmet Jazz Festival e Ilha do Mel Jazz 

Festival, além de cidades como Curitiba e Rio de Janeiro. Atualmente, está em fase 

de pré-produção do seu segundo disco, em parceria com o produtor e violonista 

Swami Jr., buscando expandir ainda mais sua linguagem musical 
 

17h | Raphael Escobar 

O SOM DA MALOKA 

Palestra performance  

40 min 
 
Som da Maloka é uma peça de áudio e documentário criada por Raphael Escobar em colaboração com Mc Kawex, Denis Alberto, MC Meia Noite, Pagode na Lata e Blocolândia, apresentada no Inhotim como conferência-performance.  

O objetivo do Som da Maloka é contar a história cultural e musical da Cracolândia de São Paulo e apresentar algumas das forças e resistências que surgem dali. O projeto cria uma contranarrativa sobre o território, utilizando gravações de músicas compostas por pessoas que o frequentam e fazem parte de coletivos ou projetos culturais da região. 
 
Raphael Escobar  

São Paulo, SP, 1987 

É formado em artes visuais e pós-graduando em estudos brasileiros: sociedade, educação e cultura. Desde 2008 atua com educação não formal em contextos de vulnerabilidade social ou de disputas políticas, como Fundação CASA, Cracolândia e Albergues. Também ajudou a fundar diversos coletivos e movimentos sociais na região da Cracolândia como ativista. Sua pesquisa é pautada pelas relações de classe, pretendendo dissolver uma lógica moral da sociedade em relação aos moradores em situação de rua, usuários de droga e grupos periféricos. Desse modo, usa das instituições e do seu trabalho como ferramentas de fomento e educação, mediando os espaços de dentro e fora do circuito. 

Governo do Estado de SP

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