
Data
13 de novembro, sexta-feira, das 17h às 20h30
Local
Paço das Artes e auditório Casa Higienópolis
Ingresso
Gratuito
Classificação
As performances não são indicadas para menores de 14 anos (contêm nudez)
O lançamento do catálogo da exposição NO LIMITE: forma e transformação acontece no dia 13 de novembro, a partir das 17h, em conjunto com a 2ª edição do Perfoma Paço.
O programa dedicado às artes do corpo do Paço das Artes recebe dois artistas com trabalhos inéditos, Alice Yura e Élcio Miyazaki, cujas pesquisas abordam questões de submissão e gênero em contextos específicos, explorando ambientes masculinos, femininos e outras possibilidades de construção identitária.
PROGRAMAÇÃO | Lançamento do catálogo NO LIMITE + Performa Paço 2026
17h00 | Lançamento do catálogo NO LIMITE: forma e transformação
18h30 | Performance TOUCH (ME), IT’S ART!, de Alice Yura
Esta performance cria um elo entre a noção de um corpo trans ser público e o desejo comum de tocar obras de arte quando elas estão expostas ao público. Uma obra de arte, quando exposta, se torna automaticamente objeto dos desejos de quem a observa? O corpo trans, por não ser entendido como universal, está aberto à opinião pública, às análises alheias e aos desafetos de outrem? No fim, a obra se apresenta como um convite ou um alerta para pensarmos sobre a relação entre o desejo e o poder?
Sobre a artista
Alice Yura é uma artista visual nipo-caipira que trabalha principalmente com fotografia e performance. Em seus trabalhos, investiga a relação entre arte e vida, abordando temas como memória, afeto, corpo e identidade. Sua produção parte de experiências pessoais para refletir sobre aspectos mais amplos da existência, utilizando sua imagem e o próprio corpo como formas de expressão, em propostas que aproximam o fazer artístico do cotidiano.
19h30 | Perfomance não se mexa, de Élcio Miyazaki
Nesta performance, quatro corpos masculinos, de alturas semelhantes, são dispostos em uma sequência rigorosamente ordenada. Nus, eles compartilham a mesma posição e sustentam bastões luminosos de pequenas dimensões, objetos que remetem, simultaneamente, a instrumentos de inspeção e repressão. A partir de uma investigação sobre a serialização e a submissão dos corpos, o trabalho aproxima procedimentos e dispositivos de vigilância. O corpo deixa de ser apresentado por meio de uniformes ou signos militares e passa a ser submetido diretamente a uma ordem espacial: alinhar-se, permanecer, aguardar, mover-se, reposicionar-se.
Sobre o artista
Élcio Miyazaki é artista formado em arquitetura e urbanismo (FAU-USP). Desenvolve pesquisas em performance, fotografia e vídeo sobre corpo, masculinidade e os mecanismos de repressão da ditadura civil-militar brasileira. Sua produção tem circulado no Brasil e em países da Europa, do Oriente Médio e da América do Norte.
Atores colaboradores: Alexandre Fernandes, Bruno Dias, Flopes, Gabriel Toglyesi, Hélio Toste, Niki Nishi e Pietro Alonso


