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Visita guiada à exposição “Escuta aqui!”

Data

27 de março, sexta, das 18h30 às 19h30

Local

Paço das Artes

Ingresso

Gratuito

Classificação

Livre

Como programação paralela à exposição “Escuta aqui!”, o Paço das Artes realiza visita guiada pelo curador Renato De Cara, com participação de Adriano Castelo, corcione, Daniel Lima, Jerona Ruyce, Paulo Nenflídio e Vitor Bossa, que expõem trabalhos na coletiva, de modo a aproximar o público do processo criativo de cada artista. 

Sobre a exposição “Escuta aqui!” 

A exposição coletiva de arte sonora “Escuta aqui!” selecionou obras e artistas variados, que pensam suas poéticas através de outras linguagens sonoras, para além das visuais. Entre traquitanas elaboradas e reagrupadas, a mostra conta com as bugigangas sonoras de Adriano Castelo e as máquinas retrofuturistas de Paulo Nenflidio; a partir do barro, há os embriões sonoros de Corcione e, numa referência entre a mística, o lúdico e o popular, a embarcação de Jerona Ruyce. Com estruturas e recursos mais digitais, pode-se conhecer mais do canto do povo tikuna no vídeo interativo produzido por Daniel Lima e adentrar na ambiência sonora e visual proporcionada por Lucas RampazzoVitor Bossa rearranja e embaralha ironicamente a famosa e importante pesquisa musical de Mário de Andrade, enquanto Sara Lana homenageia os percursos de Guimarães Rosa e as conversas populares do sertão. Por fim, Vivian Caccuri e Cildo Mireles nos embalam com os sons de seus triângulos revisitados e outros penduricalhos.  

Ainda há duas “faixas” extras: um recorte do riquíssimo acervo do Museu das Culturas Brasileiras, com instrumentos populares de época, além de uma cabine que oferece ao visitante a escolha de audição para LPs de artistas que também pesquisaram e brincaram com as sonoridades do mundo em questão: Aguilar e Banda Performática, a banda CãoChelpa Ferro, Chiara Banfi, Cildo MeirelesKauê GarciaMarcelo SilveiraRaphael Escobar e Vivian Caccuri

Sobre os artistas 

Adriano Castelo 

Artista visual, educador e construtor experimental de instrumentos musicais. Suas pesquisas, criações e compartilhamentos integram várias linguagens artísticas. Desenvolve um trabalho de pesquisa onde o hibridismo de linguagens entre artes visuais, música e teatro se configuram em expressões como objetos sonoros, esculturas sonoras, performances e instalações sonoras. Realiza exposições, cursos e oficinas. É amante das quinquilharias, alquimista em apetrechos sonoros, arqueólogo de bugigangas, cacarequeiro profissional, investigador de bagulhos e trambolhos, transformador de troços, tralhas e tranqueiras, além de ter vocação para decompor coisas e convertê-las para fora do normal. 

corcione 

É artista visual queer e não binárie. Sua prática funde corpo e terra, onde a cerâmica se torna carne primordial — matéria viva que ecoa as transformações da natureza. Influenciade por filosofias pós-humanistas e queerecológicas, cria formas que ressoam entre o humano e o não humano, o material e o espiritual. Em 2023, participou da exposição “A verdade está no corpo”, no Paço das Artes. Vive e trabalha em São Paulo, onde pesquisa experiências sensoriais que evocam presença e mutabilidade.

Daniel Lima

É artista, curador, editor e pesquisador. Doutor pela USP, integra o LabArteMídia e atua desde 2001 com investigações em mídia, raça, colonialismo e geopolítica. Foi premiado em artes, cinema e estudos sociais, incluindo o Prêmio Jabuti (2022). Participou de exposições e festivais no Brasil e no exterior, entre eles a 35ª Bienal de São Paulo (2023), com o coletivo Frente 3 de Fevereiro. Dirige a Invisíveis Produções, dedicada a projetos em arte, cinema e games.

Jerona Ruyce  

É multiartista graduado em educação artística. Explora possibilidades decoloniais nas artes visuais, integrando perspectivas periféricas em seu trabalho. Com uma abordagem interdisciplinar, cria objetos, vestimentas e instrumentos musicais, destacando a conexão entre as artes. O nome Jerona é uma corruptela de Jonas, e Ruyce, referência ao bairro onde cresceu em Diadema. Seu trabalho reflete a encruza entre diferentes linguagens artísticas, inspirado em culturas não ocidentais. Em 2024, participou da exposição coletiva “Geografias da ancestralidade”, no Paço das Artes. 

Paulo Nenflidio  

É artista plástico formado em artes plásticas pela ECA-USP e em eletrônica pela ETE Lauro Gomes. Trabalha na intersecção entre arte, ciência e tecnologia, criando esculturas, instalações, objetos, instrumentos, desenhos e pinturas. Som, eletrônica, movimento, construção, invenção, aleatoriedade, física, controle, automação, matemática e gambiarra estão presentes na sua obra. Seus trabalhos se parecem com bichos, instrumentos musicais ou com máquinas de ficção científica. Em 2003, participou da residência artística Bolsa Pampulha em Belo Horizonte; em 2005, recebeu o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia; e em 2009, realizou residência artística no ASU Art Museum, no Arizona, tendo produzido uma exposição individual. Participou também da 7ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul e da mostra Paralela 2010; em 2011, recebeu o Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça Artes Plásticas e participou da coletiva “Assim é, se lhe parece”, no Paço das Artes; em 2013, o Prêmio Funarte Marcantonio Vilaça; em 2017, integrou a Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul (BIENALSUR); e, em 2022, apresentou sua obra “Experimento de suspensão n1” na 13ª Bienal do Mercosul. 

Vitor Bossa 

Crescido entre os outonos do interior, onde aprendeu a escutar o devir das coisas. Atua nas artes, criando fissuras no real por meio da fotografia, do som, palavra, movimento e programação. Formado em artes visuais pela Unesp, investiga modos não lineares de tempo e espaço, onde a matéria se dobra em paisagens sensíveis e instáveis, além de se utilizar dos suportes da fotografia, do vídeo e da tatuagem. 

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