EXPOSIÇÃO
NO LIMITE: forma e transformação
Visitação
A partir de 26 de setembro
Horário
Terças a sábados, das 11h às 19h; domingos e feriados, das 12h às 18h
Local
Paço das Artes
Rua Albuquerque Lins, 1345 – Higienópolis
Ingresso
Gratuito
Os limites delineiam os contornos de realidades existenciais. Eles são dinâmicos e, por isso, nunca definitivos. No entanto, todo conceito precisa ser delimitado; caso contrário, perde seu significado. Por conseguinte, os limites são construções necessárias à orientação, embora negociáveis. Inspirada no conceito de “esclarecimento da existência”, do filósofo alemão Karl Jaspers (1883-1969), e em sua definição de “situação-limite”, a exposição NO LIMITE: forma e transformação explora o potencial de transformação das fronteiras. Com abertura no dia 26 de setembro, às 14h, com curadoria de Martin Juef e cocuradoria de Francisco Klinger Carvalho, o projeto reúne dezessete artistas de seis países diferentes.
As obras desta exposição narram experiências individuais de situações-limite e, ao mesmo tempo, abordam temas relacionados às fronteiras que transformaram significativamente a sociedade ao longo das últimas décadas e continuarão a fazê-lo. Entre eles estão, por exemplo, os discursos sobre fronteiras sociais, ecológicas e físicas. Ao articular experiências subjetivas de situações-limite com questões socialmente relevantes, estabelece-se uma conexão entre autoconsciência individual, nos termos de Jaspers, e transformação social. Processos internos e externos são relacionados entre si.
Nesse contexto, os aspectos psicológicos da exposição são combinados com elementos como água, pedras, sal e luz. Nessa atmosfera criada por elementos naturais, as obras interagem como um conjunto de experiências vividas, nas quais os visitantes podem se descobrir e se reencontrar.
O projeto artístico e colaborativo NO LIMITE foi concebido originalmente para o Museu da UFPA, em Belém do Pará, onde foi apresentado em 2017. Posteriormente, em parceria com diferentes instituições, a mostra foi exibida na Kunsthalle Bratislava, em 2020, e na GONG Gallery, em Ostrava, na República Tcheca, em 2022. Para a exposição no Paço das Artes, com abertura no dia a concepção do projeto foi revisada e atualizada uma vez mais. Por isso, recebe agora o título NO LIMITE: forma e transformação.
Sobre o curador
Martin Juef studou pintura e arte em contexto na Universidade das Artes de Berlim. Sua produção artística abrange pintura, desenho, fotografia e instalação, e suas obras integram importantes coleções públicas e privadas, entre elas o acervo do Museu Nacional da República, em Brasília, a Coleção Chagas Freitas e a Coleção Deutsche Bank. Em seu trabalho, reflete sobre os padrões de percepção das realidades construídas pela mídia, transferindo fenômenos da cultura cotidiana para novos contextos de significado. Desde 2011, atua como curador independente. As exposições e os projetos que ele concebeu e curou receberam apoio dos Institutos Goethe de Salvador e Bratislava, da Pro Helvetia, do Fundo Germano-Tcheco para o Futuro, do Instituto de Relações Culturais Internacionais (IFA) e das universidades de Belém, Fortaleza e Ostrava.
Sobre o cocurador
Francisco Klinger Carvalho nasceu em 1966, em Óbidos (PA), e hoje vive e trabalha em Mannheim, na Alemanha. Estudou artes plásticas na Universidade Federal do Pará, em Belém, entre 1993 e 1997, e deu continuidade à sua formação na Academia de Artes de Düsseldorf, de 1997 a 1999, sob a orientação do professor Tony Cragg, com o apoio de uma bolsa do DAAD. Em 2001, foi arista residente no Kunstverein Bellevue-Saal, em Wiesbaden, e recebeu uma bolsa de trabalho do Instituto de Arte do Pará para desenvolver o projeto “Ajuri: a estética utilitária da Amazônia”. Entre 2009 e 2011, atuou como professor convidado na Universidade Nacional da Colômbia, em Bogotá. Em 2012, recebeu uma bolsa da Sparkasse Jockgrim/Kandel, na Renânia-Palatinado, Alemanha, e, no ano seguinte, foi agraciado com o Prêmio Itamaraty de Arte, em Brasília. Atualmente, é professor da Academia de Belas-Artes de Mannheim.

