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Paço das Artes
Av. Europa 158
Jardim Europa
CEP 01449-000
São Paulo/SP, Brasil
T 11 2117 4777 r. 413/414

Evento

Audiovisual negro

DATA
20 novembro, 2019 - 15h00
O Paço das Artes, celebrando o Dia da Consciência Negra, exibirá os vídeos “Tempo de Cura” e “Reverb" de Ana Paula Mathias e “Arquitetura da Exclusão e “Não vamos obedecer” de Daniel Lima, seguido de uma roda de conversa com os diretores. 

O evento, gratuito (com a lotação máxima de 70 lugares) acontecerá dia 20/11 a partir das 15h no auditório LabMIS – Avenida Europa, 158.



PROGRAMA

1 - Apresentação dos diretores


2 - Exibição: “Arquitetura da Exclusão”, 2010, 15min30 - Direção: Daniel Lima.

Sinopse: "Arquitetura da Exclusão" propõe um questionamento sobre os muros, visíveis e invisíveis, que permeiam os centros urbanos. Nesta proposição, o Morro Santa Marta, primeira favela a ser cercada por muros construídos pelo Estado do Rio de Janeiro, e o carnaval carioca apresentam-se como situações potentes da nossa realidade e imaginário. 


3 - Exibição: “Tempo de Cura”, 2016, 16m19s - Direção: Ana Paula Mathias.

Sinopse: Tempo de Cura é um filme que trata sobre memória, trauma colonial e
ancestralidade a partir da experiência do programa de imersão em processos criativos
AfroTranscendence.


4 - Comentários e perguntas


5 - Exibição: “Não vamos obedecer/Nou pap obeyi”, 2016, 16min - DIREÇÃO: Daniel Lima e Felipe Teixeira.

Sinopse: Não Vamos Obedecer (Nou Pap Obeyi) é uma expressão que remonta da revolta escrava do Haiti que culminou na sua independência. É uma referência histórica de resistência da luta quilombola transcontinental. A multidão grita “não vamos obedecer” a ocupação estrangeira no Haiti. O Brasil permanece como força militar de ocupação há 12 anos no Haiti. Atualmente os haitianos lutam por uma democracia real sem a interferência do “Core Group” (EUA, Canadá, França, Espanha, UE e Brasil) nas eleições presidenciais. Como podemos estabelecer um paralelo entre as realidades e lutas pela democracia no Brasil e Haiti? Como podemos criar uma narrativa que una as potências destas histórias de resistência? Como é possível revelar estes diagramas de desenvolvimento de tecnologias do controle, sobre populações afro americanas?


6 - “Reverb – videodance/movement”, 2019, 10min - Direção: Ana Paula Mathias, Coreógrafos e intérpretes: Mario Lopes e Malu Avelar; Trilha sonora: Erica Navarro.


Sinopse: Reverb é uma narrativa poética visual e sonora que aborda o que existe de real entre os corpos e o espaço que os cerca. De forma atemporal a polaridade dos corpos questiona significados, convida a descobrir o invisível e com ele o fator distorcido da relação espaço-tempo. Gestos tensionados, sons, texturas e diálogos imagéticos estruturam a peça fílmica. A cena inventada por Mario Lopes e Malu Avelar se transformam em jogos múltiplos incorporados em seus corpos, os quais também falam. A criação dos movimentos faz apelo a várias percepções sensoriais. O que move esses corpos? O que não se pode dizer em palavras?


7 – Comentários e perguntas






Daniel Lima é artista, curador, editor e pesquisador. Bacharel em Artes Plásticas, Mestre em Psicologia e doutorando em Meios e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo. Desde 2001 cria investigações-ações em pesquisas relacionadas a mídia, questões raciais, resistências coletivas, presente colonial e análises geopolíticas. Membro fundador de diversos coletivos entre eles, a Frente 3 de Fevereiro com trabalhos desenvolvidos em várias cidades do mundo. Recebeu em sua carreira mais de 15 prêmios nas áreas de Artes Visuais, Cinema e Estudos Sociais, tendo participado de diversas exposições, festivais internacionais e seminários. Dirige a produtora e editora Invisíveis Produções. www.danielcflima.com


Ana Paula Mathias é artista visual transdisciplinar. Atualmente, vive em São Paulo, é formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Sua obra contempla a construção de ensaios fílmicos e instalações audiovisuais. Os temas centrais de sua prática abarcam a manipulação visual e a experiência da psique relacionada a memória, raça e gênero numa perspectiva decolonial e diaspórica. Em suas realizações, estabelece diálogos e experimentações entre música, cinema, filosofia e dança, caracterizando sua pesquisa nos campos da representação do corpo e de sua relação com o espaço-tempo.
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